terça-feira, 31 de julho de 2012

CBTU dobrará o número de viagens em Natal

27/07/2012 - Webtranspo

A CBTU-Natal (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) está realizando os ajustes finais da Locomotiva 6005, que voltará a operar, expandindo a oferta dos serviços de transporte de passageiros sobre trilhos á população. Com o retorno da segunda locomotiva ao Sistema de Trens Urbanos de Natal, o número de viagens dobrará, passando de 12 para 24 viagens diárias, sendo 10 viagens na linha norte, que compreende o trecho entre Natal e Ceará-Mirim – e 14 viagens na linha sul, que compreende o trecho entre Natal e Parnamirim.

Além desta locomotiva, que está em fase de testes para ser posta em circulação, a cidade de Natal deve contar também com mais uma locomotiva, cedida pela Superintendência de Maceió (AL), que já opera com o sistema de VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos).

No início de agosto, o superintendente de trens urbanos de Natal, João Maria Cavalcanti, irá para a capital alagoana para visitar a CBTU da cidade para tratar diretamente com o Superintendente de Maceió sobre a cessão da Locomotiva 6007 á Unidade de Natal.

Com isso, o sistema deverá contar, ainda em agosto, com três locomotivas aptas para o transporte de passageiros sobre trilhos na região metropolitana da capital potiguar.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Comissão conclui proposta de traçado para o trem de passageiros

04/07/2012 - Jornal Agora (RS)

Conforme a proposta, cerca de 28 quilômetros, dentro deste percurso, aproveitará trilhos já existentes.

Após três reuniões e inúmeras audiências públicas para discutir o traçado do trem regional de passageiros em Rio Grande, foi apresentada hoje, 3, a proposta final, pelo professor da escola de Engenharia da Furg e líder do Grupo de Estudos de Transportes e Logística (Getrans) da Universidade, Heitor Vieira. O projeto tem cerca de 53 quilômetros de linha férrea, a partir da Vila da Quinta, passando por diversos bairros e terminando na área do futuro Oceanário Brasil, no balneário Cassino. Conforme a proposta, cerca de 28 quilômetros, dentro deste percurso, aproveitará trilhos já existentes.

O projeto prevê 32 estações espalhadas pela cidade. São as estações Povo Novo, Quinta, Argentina, Buchholz, XV de Novembro, Estação Central, Navegantes, IFSul/Refinaria, Porto, BGV, Junção, Vila Maria, Barra, Barra I, Super Porto I, Super Porto II, Castelo Branco I, Castelo Branco II, Dique Seco, Via I, Tecon, Domingos Petrolini, Sítio Santa Cruz, Estação Hidroviária, Estação Rodoviária, Riacho do Gelo, Caixa D’água, Rodoviária Cassino, Estação Centrinho e Querência.

Conforme o presidente da comissão que trata do assunto em Rio Grande, vereador Patola (PPS), a proposta será enviada, ainda nesta semana, para Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC, detentora do projeto de viabilidade do trem, que deverá percorrer também os municípios de Pelotas e Capão do Leão. Até o final do ano, a UFSC deverá encaminhar o projeto final para o Ministério dos Transportes. Se aprovado o estudo de viabilidade do trem, será aberto o processo de licitação para o projeto que entrará no plano plurianual de 2012 a 2015.

Para o professor Heitor, a proposta do traçado em Rio Grande, tem grande chance de ser aceita, pelos três seguintes motivos: a cidade apresenta terreno plano, o que facilita o tráfego ferroviário; a grande demanda, em função do crescimento populacional; e pelo orçamento previsto para o projeto, de R$ 3 bilhões. “Antes eu achava que o trem de passageiros seria muito importante para Rio Grande, hoje eu tenho certeza que será a única saída para desafogar o trânsito” Concluiu o professor. Segundo ele, o secretário Municipal de Coordenação e Planejamento, Paulo Renato Cuchiara, teria apresentado, em outra reunião da comissão, um projeto de planejamento da cidade com a inserção de diversos novos loteamentos residenciais no Município, o que representa mais população e maior demanda para o trem.

Para o presidente da Associação dos Aposentados da R.F.F.S.A em Rio Grande, Paulo Nilton Carvalho, foi um crime ter suspendido o trem em Rio Grande, em 1963. “Hoje estamos tentando recuperar esse desastre que foi feito contrariando tudo o que os outros países fizeram”, relatou. “Rio Grande, do jeito que está crescendo, não terá outra solução, sem ser o retorno do trem”, continuou. Segundo o ferroviário aposentado, as vantagens do trem são inúmeras, entre elas citou a segurança, a economia e a preservação ambiental. Segundo ele, quando foi implantado o pedágio na BR 392, entre as cidades de Rio Grande e Pelotas, há mais 11 anos, cerca 3 mil carros passavam diariamente no local, hoje 12 mil carros, em média, passam por ali todos os dias. “O trem vai tirar, tranquilamente, 3 mil carros da estrada”, opinou.