sábado, 26 de novembro de 2011

CBTU sem data para conserto das locomotivas da Grande Natal

26/11/2011 - CBTU

Durante quase uma semana, o sistema de transporte ferroviário da Grande Natal não funcionou por falta de locomotivas. As três estavam quebradas.

Apesar das várias promessas, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) não conseguiu consertar as três locomotivas. Entre terça e quinta-feira, as viagens foram totalmente interrompidas, afetando mais de cinco mil pessoas por dia. Uma delas voltou a circular ontem  pela manhã, depois de seis dias na oficina. Segundo a assessoria de comunicação da companhia, ainda não há previsão para consertar as outras duas. O número de viagens caiu de 24  para 12, desde outubro. O número de passageiros caiu de 9 mil para 5 mil.

O superintendente da CBTU/ RN, Erli Bastos, viaja amanhã para mostrar a situação do sistema de trens urbanos de Natal e tentar mais recursos junto a administração central da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, no Rio de Janeiro. A reunião está agendada para segunda-feira. No orçamento 2011, a CBTU destinou R$ 1 milhão para manutenção das máquinas - valor de uma locomotiva movida a diesel. Mas não basta recurso. É preciso tempo. 

As empresas que consertarão as locomotivas só poderão ser contratadas mediante licitação. A CBTU/RN deu início a um dos processos licitatórios na última sexta-feira, mas o número de empresas interessadas em participar do processo não atingiu 'quórum'. Segundo a assessoria, um novo processo licitatório pode ser aberto na próxima semana. A CBTU/RN, porém, evita fixar novas datas.

A interrupção do serviço afetou pessoas como Guilherme Augusto Oliveira Bezerra, 22, que mora em Ceará Mirim, região metropolitana, e trabalha em Natal. Guilherme acorda as 4h todos os dias. Às 5h, já está na estação de trem de Ceará-Mirim. Ele leva quase uma hora e meia para chegar na Ribeira, no centro de Natal. Apanha um ônibus e chega no serviço, em Ponta Negra, antes das 8h. Tudo é cronometrado. Na última terça-feira, um imprevisto quase colocou tudo a perder.

"Cheguei na estação e avisaram que não tinha trem". A interrupção do serviço pegou Guilherme de surpresa. Não só ele, mas milhares de pessoas que dependem dos trens urbanos.

O montador teve de desembolsar R$11,40 por dia - sendo R$ pela passagem Ceará-Mirim/Natal e R$2,20 pela passagem Ribeira/Ponta Negra. Se fosse de trem, gastaria R$5,40 - menos da metade. Entre terça e quinta feira, desembolsou R$45,6. Se o trem não tivesse quebrado, gastaria R$ 21,6. "Esse dinheiro vai fazer falta no final do mês", afirma. Guilherme, que é casado e tem uma filha de quatro meses, ganha R$690 por mês. Embora o trem já circulasse desde cedo, ele ainda utilizou o ônibus na tarde de sexta. Guilherme chegou na estação da Ribeira às 15h30 para pegar o trem das 16h em direção a Ceará Mirim. Quando chegou lá, soube que o trem partiria as 18h40. "Vou pegar um ônibus mesmo".

As viagens foram alteradas depois que duas das três locomotivas quebraram. "Reorganizamos as viagens, priorizando os horários de alta demanda. Com uma locomotiva só é impossível manter o mesmo ritmo", afirmou Flávio Cordeiro, da CBTU/RN, em entrevista a Tribuna, em 27 de outubro. A mesma locomotiva, com cinco vagões, está fazendo os percursos das linhas Norte e Sul.

Máquinas em operação no RN foram adquiridas em 1968

Ao longo de 2011, a Tribuna do Norte publicou uma série de matérias denunciando a precariedade do sistema de trens urbanos de Natal. Em 18 de agosto, mostrou que as locomotivas que conduziam os vagões da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), adquiridas em 1968 pela extinta Rede Federal Ferroviária (RFFSA), nunca haviam sido trocadas, e que os vagões eram os mesmos desde o ano em que foram comprados, em 1970. A matéria também mostrava que das três locomotivas, apenas duas estavam em uso, e que o fluxo de viagens tinha caído em 50%.

Em 27 de outubro, a Tribuna publicou uma nova reportagem sobre o sistema de trens urbanos. A matéria mostrava que mais uma locomotiva havia quebrado. Das três locomotivas, apenas uma estava em uso. As outras aguardavam manutenção. A matéria trazia a dificuldade em encontrar peças e mão de obra especializada, o que explicava, ao menos em parte, o atraso no conserto, segundo a assessoria de comunicação da Companhia.

A matéria também trazia detalhes do relatório elaborado pelo Sindicato dos Ferroviários do RN [Sintefern], que denunciava a situação precária do sistema de trens urbanos de Natal. A entidade denunciava a falta de investimento na malha viária. Entre os problemas, apontava passagens de níveis avariadas, alargamento de bitolas [largura determinada pela distância entre as faces interiores das cabeças de dois trilhos]; trilhos sucateados e desgastados; locomotivas sucateadas e falta de pessoal qualificado em manutenção da via férrea.

Além disso, afirmava que dos vinte carros de passageiros [vagões], cinco estavam na composição da linha norte; três na linha sul; sete sucateados; um em manutenção; dois aguardando reforma e outros dois sem condições de tráfego. Segundo o sindicato, a locomotiva 6017 [a única que funcionando] operava em condições precárias. "Já teve dia de a companhia suspender o tráfego porque as duas locomotivas em operação, na época, estavam quebradas", afirmou Jaime Canela, do Sintefern.

O relatório também apontava a situação das 21 estações de trem. O relatório do Sintefern foi protocolado na Presidência da República, junto aos parlamentares do Estado e na presidência da CBTU.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Empac fecha novo contrato com CBTU

16/11/2011 - Revista Ferroviária

A Empac, empresa de artefatos de concreto, firmou um novo contrato com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para o fornecimento de 80 mil dormentes de concreto para os sistemas de Maceió (AL) e Natal (RN). O fornecimento será realizado em 12 meses.

A empresa já possui outros contratos com a CBTU, como a produção de 33 mil dormentes de concreto para Recife (PE), que finaliza a entrega agora em dezembro, e de 16 mil dormentes para João Pessoa (PB), com fornecimento finalizado. Todos esses dormentes foram produzidos na unidade de Pernambuco da Empac.

Para atender a demanda do VLT de Fortaleza, a empresa instalou uma unidade móvel na cidade para a produção de dormentes monobloco para via de lastro e blocos para via sem lastro - LVT (Low Vibration Tracking).

Segundo o diretor-geral da Empac, Giuseppe Marcelino Gori, a empresa desenvolveu uma tecnologia nova para Fortaleza – postes de catenária feitos de concreto.  Os equipamentos são instalados na via para instalação de fiação. O poste de catenária foi desenvolvido em parceria com a Siemens da Alemanha e está sendo negociado com outras operadoras.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Trens urbanos circulam com metade da capacidade em Natal

27/10/2011 - Tribuna do Norte

A CBTU confirma que uma das três locomotivas que estão quebradas, deve voltar a funcionar no próximo dia 5 de novembro

Por Margareth Grillo

O sistema de passageiros de trens urbanos do Rio Grande do Norte está operando com 50% de sua capacidade, desde o início da semana, para atender as duas linhas em atividade, a Sul [Parnamirim] e a Norte [Ceará-Mirim]. Por dia, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos [CBTU] está transportando, em média, 5 mil passageiros - quando o fluxo normal é de 9 mil pessoas/dia, que utiliza o sistema ao custo de R$ 0,50 a passagem.

Isso acontece porque das quatro locomotivas da CBTU, apenas uma está funcionando. As outras três estão quebradas, recolhidas à oficina para manutenção. Ontem, o superintendente em exercício da companhia, Flávio Cordeiro, informou que o cronograma de viagens precisou ser reordenado. O número de viagens foi reduzido pela metade, de 24 para 12, e as viagens estão sendo iniciadas e finalizadas com atraso em torno de 15 minutos.

"Reorganizamos as viagens, priorizando os horários de alta demanda. Com uma locomotiva só é impossível manter o mesmo ritmo", afirmou. A mesma locomotiva, com cinco vagões, está fazendo os percursos das linhas Norte e Sul. Pra hoje e amanhã, a CBTU realiza oito viagens na Linha Sul (Parnamirim) e quatro na Linha Norte (Ceará-Mirim), contabilizando o trajeto ida e volta. No sábado, serão apenas oito viagens nas duas linhas em atividade.

"Estamos dando atenção aos horários de pico, nas duas pontas, para atender a população. E ao mesmo tempo tentando agilizar a manutenção de uma das locomotivas quebradas", afirmou Flávio Cordeiro. Ele admite que se essa locomotiva quebra, o sistema entra em colapso. A previsão da CBTU é de que somente a partir do dia 5 de novembro, uma segunda locomotiva saia da oficina de manutenção e entre em operação.

A máquina tem problema no motor, e a CBTU espera a chegada de uma peça para que o trabalho de manutenção seja concluído. "O fornecedor se comprometeu a nos enviar a peça em dez dias, a contar de ontem", adiantou Flávio Cordeiro. A terceira locomotiva só deve sair da oficina em dezembro, segundo Flávio Cordeiro. Segundo ele, no orçamento 2011, a CBTU destinou R$ 1 milhão para manutenção.

Flávio Cordeiro negou descaso e garantiu que a CBTU no Estado tem um planejamento de manutenção preventiva e corretiva, constante, e que a situação se agravou pela demora na aquisição de peças. Atualmente, a manutenção das locomotivas é terceirizada e as empresas vencedoras da última licitação, realizada em 2010, para fornecimento de peças não estão cumprindo o cronograma de entrega.

De acordo com a peça, a entrega deve ser feita em 30, 60 ou 90 dias da solicitação, o que não vem acontecendo. "O problema é que há deficiência na aquisição de peças e as empresas estão demorando na entrega", disse. Segundo Flávio Cordeiro, algumas peças estão em falta no mercado nacional, e a empresa precisa recorrer a  Bombardier [fabricante de locomotivas].

A situação é a mesma na Paraíba. "Tanto lá, quanto aqui as empresas vencedoras não entregaram nem a metade das peças solicitadas este ano". O superintendente em exercício da CBTU explicou que, hoje, é inviável a compra de novas locomotivas movidas à diesel [uma chega a custar em torno R$ 1 milhão] devido ao alto custo de manutenção.

Por isso, o projeto de modernização prioriza o VLT [Veículo Leve Sobre Trilhos], uma espécie de metrô de superfície. O investimento será da ordem de R$ 136,9 milhões, para a primeira etapa [Linha Ribeira/Extremoz]. Os projetos básico e executivo devem ser concluídos em 2012 e até a Copa 2014 o VLT entrará em operação.

Segundo Flávio haverá necessidade de adequações nas 22 estações localizadas ao longo dos 56,2 km do sistema, em virtude de o VLT ser um veículo mais baixo. "O foco da modernização é o VLT porque além de ser mais econômico, em termos de manutenção, é mais leve e tem um impacto ambiental menor".

Cada VLT pode transportar de 300 a 400 pessoas, por viagem, num intervalo de 12 minutos, da Ribeira até Extremoz. Os trens convencionais transportam, em média, 150 pessoas por vagão [750 passageiros num trem de cinco vagões], fazendo o mesmo percurso em 52 minutos [tempo médio estimado pela CBTU]. A expectativa é de que esse novo sistema chegue a transportar até 50 mil passageiros.

Sindicato denuncia precariedade do sistema

Um relatório elaborado em setembro pelo Sindicato dos Ferroviários do RN [Sintefern] denuncia a precária situação do sistema de trens urbanos de Natal. A entidade denuncia que, ao longo dos últimos 23 anos, não houve uma política de investimento para o transporte de passageiros, que interliga quatro cidades [Natal, Parnamirim, Ceará Mirim e Extremoz].

Entre os problemas, o Sintefern aponta passagens de níveis avariadas, alargamento de bitolas [largura determinada pela distância entre as faces interiores das cabeças de dois trilhos]; trilhos sucateados e desgastados; locomotivas sucateadas e falta de pessoal qualificado em manutenção da via férrea. O tesoureiro do Sintefern, Jaime Canela, disse que "dentro das atuais condições, a CBTU opera milagre". Segundo ele, na oficina faltam peças e ferramentas.

"A empresa não tem uma peça sobressalente. Hoje, duas das quatro locomotivas viraram estoque de peças para reposição", denuncia. Além disso, o Sintefern denuncia, no relatório, que dos vinte carros de passageiros [vagões], cinco estão na composição da linha norte; três na linha sul; sete sucateados; um em manutenção; dois aguardam reforma e outros dois estão sem condições de tráfego pois a empresa que os reformou entregou sem o sistema de freios.

Segundo ele, a locomotiva 6017 [a única que funcionando] opera em precárias condições. "Já teve dia que de a companhia suspender o tráfego porque as duas locomotivas em operação, na época, estavam quebradas", afirmou Jaime Canela. Ele não soube precisar as datas em que esse "quebra-quebra" ocorreu. O relatório também aponta situação precária nas 21 estações, com iluminação precária, insegurança e muros de proteção destruídos.

Canela disse que falta planejamento e melhor distribuição dos recursos. "O problema hoje é que falta poder de barganha para a superintendência local e vontade de resolver os problemas, que terminam se avolumando". O relatório do Sintefern foi protocolado na Presidência da República, junto aos parlamentares do Estado e na presidência da CBTU.

O sindicato  critica ainda a compra de equipamentos supérfluos, como caminhão muck, trator, prensa, grupo gerador, torno mecânico, uma L200 e computadores modernos. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE o superintendente em exercício da CBTU, Flávio Cordeiro, justificou essas aquisições, que segundo ele, são importantes no trabalho de manutenção prévia.

"São equipamentos, como o caminhão muck, usados para a manutenção de trilhos; renovação de dormentes e colocação de brita ao longo da via permanente. A L200, por exemplo, é usada em trechos onde veículos menores não chegariam, para que a equipe possa fazer recuperação de alguma avaria, ou mesmo deslocar passageiros, quando há quebra de alguma locomotiva".

Já o torno mecânico, disse ele, é usado na recuperação de peças. O sindicato denunciou que essa máquina estaria subutilizada por não haver pessoal treinado para utilizá-la. No país, apenas três cidades - Natal, João Pessoa e Maceió utilizam o sistema de trens convencionais, movidos à diesel. As locomotivas do sistema férreo potiguar são da década de 60.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Estrutura de trens urbanos de Natal é a mesma há 40 anos

18/08/2011 - Tribuna do Norte

Locomotivas usadas hoje pela CBTU, na Grande Natal, são as mesmas compradas há mais de 40 anos.

Por Ricardo Araújo

Adquiridas em 1968 pela extinta Rede Federal Ferroviária (RFFSA), as quatro locomotivas que conduzem os vagões da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Natal, nunca foram trocadas. Já os vagões, são os mesmo desde o ano em que foram comprados, em 1970. Das quatro máquinas, porém, somente duas estão em uso. O que reduz a 50% o fluxo de viagens. Ontem pela manhã, um problema mecânico deixou uma delas inoperante por horas, provocando atrasos em efeito cascata na linha Natal/Ceará-Mirim.

Os postos de trabalho, contudo, ainda se concentram nas capitais ou cidades centrais. Com isto, cada vez mais pessoas se deslocam diariamente. Tudo isto, através do sistema metropolitano de transportes que, nem sempre, estão integrados com os ônibus que circulam na capital.

Consequências

A principal consequência apontada pelo estudo do Ipea, foi que as viagens ficaram mais longas e mais caras. "Entre 1992 e 2008, segundo a Pnad/IBGE, os custos de deslocamentos casa-trabalho com mais de uma hora de duração passaram de 15,7% para 19%. Já o preço das passagens do transporte coletivo subiu, nos últimos dez anos, cerca de 30% acima da inflação." O comunicado ressalta que as regiões metropolitanas necessitam de investimentos federais para lidar com a questão da mobilidade urbana.

Implantação do VLT está sendo discutida desde 2006

Em maio de 2006, a CBTU apresentou um projeto de troca das atuais locomotivas e vagões, por equipamentos mais modernos e leves. O projeto, inicialmente orçado em R$ 162 milhões, não saiu do papel. A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), voltou à pauta de discussões dos governos estadual e municipal, com o anúncio de Natal como uma das cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014.

Este ano, o projeto passou a ser responsabilidade do Governo do Estado ,já que abrange outras cidades da região metropolitana, como Extremoz. O projeto inicial prevê a ligação entre Extremoz e Natal, atravessando a zona Norte da capital, e seguindo o mesmo traçado da atual linha férrea. É considerada uma das mais importantes obras de mobilidade urbana para a Copa 2014.

PAC

O VLT foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2 - Mobilidade Urbana). Já recebeu aval do Ministério da Fazenda e da Secretaria do Tesouro Nacional para a operação de crédito de R$ 130 milhões, relativos à primeira etapa. De acordo com a diretora de Transportes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER RN), Francini Goldoni, a implantação da segunda etapa, que ligará Natal a Parnamirim, dependerá do sucesso do primeiro trecho. Ainda falta, entretanto, o Governo assegurar o financiamento e executar as obras.

Integração

O superintendente da CBTU, Erly Bastos, afirmou que é preciso haver integração entre o trem e os ônibus que circulam na capital. "Nosso objetivo é que o VLT atenda a demanda que existe hoje e amplie a possibilidade de uso para cada vez mais pessoas. Isto sim é transporte voltado para a população".

A integração entre o VLT e os coletivos faz parte do projeto dos governos Municipal e Estadual. O início das obras para a troca da atual estrutura ferroviária em uso, ainda não foi confirmada pelo DER.

O município, por sua vez, precisa realizar o processo licitatório para concessão do transporte público em Natal. O Ministério Público já pediu a licitação na Justiça, e quer que essa ocorra ainda este ano. A Prefeitura do Natal argumenta que não há condições de cumprir esse prazo e a previsão, conforme dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), é que as empresas estejam habilitadas até março do ano que vem.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Brasília receberá ferrovia até Luziânia

16/05/2011 - Webtranspo

Estudo para avaliar trecho foi autorizado

Ministério do Transporte já liberou R$ 2 milhões para levantamento sobre a ferrovia

No continente europeu, grande parte do transporte de passageiros é feito por trem, tendo isto em vista para a capital brasileira, Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal, foi à Espanha, país com maior malha ferroviária da Europa e terceira no mundo, para conhecer o sistema de transporte por ferrovia e procurar alternativas para uma futura linha ligando a capital federal e Luziânia, cidade do interior de Goiás.

Ainda da Espanha, Queiroz autorizou, na última quinta-feira, 12, estudos de viabilidade do transporte ferroviário no DF. O início das obras deve acontecer no segundo semestre deste ano. “As prioridades são as linhas entre Luziânia e a antiga Rodoferroviária de Brasília e a ligação Goiânia-Brasília”, afirmou.

Recentemente, Geraldo Lourenço, diretor de Infraestrutura Ferroviária do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura do Transporte) visitou a linha que liga as duas cidades e manifestou apoio ao empreendimento. “Vamos levantar os investimentos que serão necessários para melhorias na superestrutura da linha e para a construção das estações necessárias”, afirmou e ainda completou elogiando o traçado da ferrovia, que segundo ele, é privilegiado.

Atualmente o trecho férreo de 75 quilômetros que vai de Brasília à Luziânia é destinado somente ao transporte de cargas. Para introduzir o atendimento a passageiros é necessário que algumas mudanças sejam feitas como reforço da estrutura, troca de dormentes e construção de estações de embarque e desembarque.

As vantagens da implantação da ferrovia no local foram enumeradas por Luiz Carlos Pitiman, secretário de obras do DF. “Sobretudo para os moradores de cidades como Santa Maria, Cidade Ocidental, Céu Azul e Valparaíso, podemos destacar vários benefícios, como desafogamento do trânsito, maior agilidade e economia dos usuários com transporte coletivo”, ressaltou.

De acordo com Queiroz, o modelo visto por ele na Espanha deve ser seguido em Brasília. “Temos muito o que aprender com a experiência espanhola nesse setor. É uma ótima alternativa tanto para o transporte de passageiros quanto para o de mercadorias”, disse e ainda afirmou que os estudos que avaliaram as condições da linha já receberam um recurso de R$ 2 milhões do Ministério do Transporte.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Governo Federal investirá R$ 2 milhões em linha férrea entre DF e GO

07/05/2011 - Correio Braziliense


Durante o evento que marcou o início das obras do Sistema Produtor de Água Corumbá, nesta sexta-feira (6/5), o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz anunciou a liberação de R$ 2 milhões do Ministério dos Transportes para o início das adaptações da linha férrea que liga a Rodoferroviária à Luziânia.

Também estava presente ao evento o Governador de Goiás, Marconi Perillo. Os dois governadores concordaram que o pleno funcionamento do trem ajudará a desafogar o trânsito na BR-040. "É um transporte de média velocidade, mas é confortável. Vai ajudar no deslocamento da população e se transformará em um eixo de desenvolvimento", disse. Segundo ele, será o primeiro terminal de carga e passageiros do Brasil.

Dentro das próximas semanas, o Governo do Distrito Federal também começará as obras do Veículo Leve sobre Pneus, criação dos corredores exclusivos para ônibus que ligará Santa Maria ao centro de Brasília.