terça-feira, 24 de janeiro de 2012

RMC anuncia estudo de trem regional

24/01/2012 - Paulinia News

Para o presidente da RMC, é necessário esforço conjunto para que os projetos saiam das gavetas.

O prefeito de Pedreira, Hamilton Bernardes Jr. (PSB), reeleito ontem presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC), anunciou que será contratado um amplo estudo de viabilidade técnica e econômica para que a ferrovia seja o modal de transporte entre as cidades da região. Há uma série de projetos e estudos envolvendo a reativação de trens regionais e Bernardes Jr. quer ter um estudo consistente que aponte prioridades para que os prefeitos possam centrar energia para implantá-los.

Além do TAV, há pelo menos sete estudos e projetos na região envolvendo o transporte ferroviário que perambulam por várias instâncias de governo, mas que permanecem nas gavetas. O único promissor, porque tem verba garantida por emenda parlamentar no Plano Plurianual 2012-2015 do governo federal, é a ligação ferroviária entre Amparo, Pedreira, Jaguariúna e Campinas para o transporte de cargas e passageiros. Os prefeitos acreditam que será possível iniciar as obras ainda este ano e colocá-la para funcionar em 2015. São R$ 155 milhões para a elaboração do projeto e execução da obra.

Para o presidente da RMC, é necessário esforço conjunto para que os projetos saiam das gavetas. “Se começarmos a trabalhar agora, levaremos pelo menos cinco anos para ter algum resultado”, afirmou, lembrando que esse é o tempo que demandou, por exemplo, a luta para a duplicação da SP-95 (Rodovia João Beira), a estrada do Circuito das Águas. “Há cinco anos brigamos por isso e somente agora está saindo a licitação da obra”, disse. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou, em novembro, um investimento de R$ 116 milhões para a duplicação da SP-95. A obra vai reduzir os congestionamentos constantes.

Ministério

No Ministério dos Transportes, existem dois trechos ferroviários entre as prioridades do governo, mas apenas um deles chegou a ter um estudo e levantamento de custos de implantação — a ligação Campinas a Poços de Caldas. O outro trecho, de Campinas a Araraquara, espera que haja interesse das cidades no seu percurso para ser discutido. O trem regional Campinas-Poços de Caldas tem estimativa de custo de US$ 70 milhões e, segundo um estudo de 2003 feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será um investimento altamente rentável, com uma taxa de retorno, na época, calculada em 30% ao ano (hoje, os custos de capital nos projetos do governo, como a concessão de aeroportos, são de 6%).

O Circuito das Águas quer um trem turístico ligando Amparo, Monte Alegre do Sul, Serra Negra, Lindoia, Águas de Lindoia e Socorro. O Consórcio do Circuito das Águas Paulista está encabeçando a demanda. O consórcio é formado por oito cidades, seis delas reconhecidas como estâncias hidrominerais. São essas que planejam utilizar o trem para aumentar o potencial turístico, aproveitando que o circuito será um dos roteiros ofertados aos turistas durante a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e por ter uma de suas cidades, Águas de Lindoia, selecionada como cidade-base para receber uma das equipes que disputarão a Copa.

Os prefeitos das estâncias hidrominerais estão dispostos a participar com recursos necessários ao empreendimento — o custo será estipulado no estudo que será contratado com verba de emenda parlamentar do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB), que destinou R$ 300 mil à pesquisa de viabilidade do trem. Eles acreditam que poderão utilizar os recursos que o governo do Estado repassa anualmente às estâncias em um projeto único para as seis cidades.

No governo do Estado, dois projetos têm movimentado a região para que cheguem até Campinas. Um deles é o trem regional, planejado para ligar São Paulo a Jundiaí, e outro é o trecho da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que também chega a Jundiaí. O Sindicato dos Ferroviários da Paulista está em campanha pela extensão da CPTM até Campinas.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ferrovia do Entorno pode ser adaptada para passageiros

03/01/2012 - G1 (GO)

O Ministério da Integração Nacional está estudando a possibilidade de aproveitar linha férrea já existente para o transporte de passageiros, ligando os municípios da região do Entorno ao Distrito Federal. Por enquanto, o modal é utilizado exclusivamente para o transporte de cargas.

A ideia é modernizar a estrutura que tem 70 km de extensão entre Luziânia e Brasília e desafogar o tráfego na BR-040 e melhorar a qualidade de vida dos moradores do Entorno. Os trens teriam capacidade para transportar 500 mil passageiros por dia. A estimativa é que a adaptação custaria pelo menos R$ 70 milhões.

Segundo estimativas do Ministério da Integração, o estudo de viabilidade deve ser concluído em um ano. Somente depois desse tempo as obras poderão vir a ser iniciadas.

Para o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Carlos Dantas, a ferrovia não iria resolver o problema, já ajudaria. “Pelo menos ia reduzir o número de acidentes, lesões graves e mortes. Não tenho nem dúvida disse”, afirma.

Cidade-dormitório

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam o conceito de cidades-dormitório que os municípios do Entorno têm. Um dos casos mais expressivos é o de Valparaíso (GO), onde 75% dos moradores residem na cidade, mas trabalham no Distrito Federal.

Quem sai de Luziânia de carro já enfrenta um engarrafamento por volta das 6h da manhã, na BR-040. São 60 mil carros por dia e a distância entre o município e o centro de Brasília é de cerca de 70 km. Por causa do trânsito pesado, a viagem chega a durar duas horas. São tantos veículos, que muitos motoristas se arriscam pelo acostamento.

O comerciante de Valparaíso Nicolas Perez afirma gastar 20 minutos para voltar da loja e, de manhã, para ir ao estabelecimento, leva entre uma hora e meia e duas horas, diariamente.

Quem viaja de ônibus precisa ter ainda mais paciência, pois a viagem tem duas horas de duração. Os passageiros reclamam da pouca quantidade de coletivos, que estão sempre cheios e em péssimas condições.

“É muito estressante. É horrível. A situação é muito chata. Daqui uns dias nem vai ter como a gente sair. É muito trânsito, muito carro”, reclama uma usuária.